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Guterres visita República Centro Africana

A visita de uma semana pretende chamar a atenção do mundo para a frágil situação na República Centro Africana.

A visita de uma semana pretende chamar a atenção do mundo para a frágil situação na República Centro Africana (RCA), onde tensões internas estão a levar a um aumento da violência e à deterioração das condições humanitárias no país.

Este ano, 24 trabalhadores humanitários e soldados das missões de paz foram mortos na RCA. Durante a sua visita à RCA, o Secretário-Geral vai também destacar a estratégia da ONU para prevenir casos de abusos e exploração sexual. A comitiva de Guterres integra Jane Connors, primeira defensora da ONU para os direitos das vítimas de abusos e exploração sexual. Desde o início de Março que a RCA enfrenta um recrudescimento de confrontos violentos entre grupos armados, envolvendo sobretudo as milícias anti-Balaka, de maioria cristã, e as forças saídas do antigo Seleka, predominantemente muçulmano.

A violência já provocou dezenas de milhares de mortes e 1,1 milhões de deslocados – 600 mil para o interior do país e cerca de meio milhão para os países vizinhos, como Camarões ou República Democrática do Congo (RDC), lembrou Hélène Camus, representante da ONG Acted na RCA. Quarta-feira, em entrevista à France Press e à RFI, António Guterres reconheceu que o conflito na RCA é “uma crise dramática, mas esquecida” e “muito longe das atenções da comunidade internacional”.

“O nível de sofrimento do povo, mas também os dramas sofridos pelos trabalhadores humanitários e as forças de manutenção de paz merecem uma solidariedade e uma atenção acrescidas”, acrescentou António Guterres!

 

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