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Fábrica de Cimento do Kwanza Sul despede trabalhadores por falta de combustível

O director de operações da FCKS, Edmundo Ferreira, disse esperar por uma solução rápida, atendendo a que a paralisação vai afectar muitas famílias que têm na fábrica a sua principal fonte de rendimento.

Fábrica de Cimento do Kwanza Sul (FCKS) paralisou na quarta-feira a produção devido a falta de combustível para a produção de clínquer, despediu 900 trabalhadores directos e dispensou 700 indirectos.

A empresa informou ainda em carta dirigida ao governo da província do Cuanza Sul que a falta de combustível arrasta-se desde Janeiro deste ano e junta-se a outras dificuldades que o sector atravessa, que concorreram para o aumento dos custos de produção.

O director de operações da FCKS, Edmundo Ferreira, disse esperar por uma solução rápida, atendendo a que a paralisação vai afectar muitas famílias que têm na fábrica a sua principal fonte de rendimento.

O problema da falta de combustível afecta quatro das cinco fábricas de cimento existentes no país, sendo que, além da FCKS, a do Bom Jesus, pertencente ao grupo chinês CIF, também paralisou pelos mesmos motivos.

As fábricas de cimento Sécil Lobito e Cimenfort, localizadas na província de Benguela, não produzem clínquer, adquirindo o produto, matéria-prima para a produção de cimento, à Fábrica de Cimento do Kwanza Sul.

A Associação da Indústria Cimenteira de Angola (AICA) revelou que as causas do problema remontam a 2014 e estão associadas à queda do preço de petróleo no mercado internacional, que levou o governo a eliminar a subvenção dos preços dos combustíveis, incluindo o utilizado pelas cimenteiras.

 

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