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“Dumping não constitui problema para economia angolana”

O Instituto de Preços e Concorrência já detectou casos pontuais de dumping, sobretudo na área alimentar, diz o seu director. Mais comuns são aumentos de preços injustificados.

Por Pedro Fernandes 
p e d r o . f e r n a n d e s @ m e d i a r u m o . c o . a o

O Instituto de Preços e Concorrência (IPREC) já detectou casos pontuais de dumping, sobretudo em alimentos, mas a situação “não é assustadora”, diz o director do organismo. Segundo António Joaquim Cruz Lima, tem havido, contudo, aumentos acentuados de preços, que derivam, muitas vezes, dos elevados custos de produção.

“O IPREC tem trabalhado com a Administração Geral Tributária e o Ministério de Comércio, e vê um ou outro caso de dumping, mas não é assustador”, afirma o responsável.

“Não é assustador, porque ninguém tem interesse em baixar o preço do seu produto para inundar o mercado angolano, onde há grande escassez e se vende tudo a qualquer preço, quase”, acrescenta. Esta prática “não é um problema para a nossa economia”, reforça o director, explicando ser “quase inexistente o interesse de distribuidores em baixar preços para penetrar no mercado nacional”.

Em contrapartida, “há aumentos nos preços de mercadorias”, afirma Cruz  Lima,  lembrando  que,  em  Angola, “as margens são boas e vende-se tudo, há grande carência”.

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