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Protagonistas dos novos tempos

Se tivesse de escolher entre vários temas no discurso sobre o Estado da Nação, um ressaltaria à mente: Juventude. Pensar nela, exala vigor, esperança, futuro.

Por Cláudia Simões/Directora

Segundo o Relatório Africa at a Tipping Point, apresentado pela Fundação Mo Ibrahim durante o Fórum sobre Governação em África, este ano, 60% da população africana tem menos de 25 anos. Até 2050, a juventude africana irá praticamente duplicar, de 230 milhões, para 452 milhões de pessoas.

Das 25 economias de mais rápido crescimento no mundo entre 2004 e 2014, dez são africanas. Contudo, o documento afirma que, só em 2015, cerca de 15 milhões de africanos estavam no desemprego. Em Angola, o Instituto Nacional de Estatística revelou que, nesse mesmo período, até 2016, a taxa de desemprego do País estava em cerca de 20%.

No que respeita ao nível de escolaridade, a taxa de desemprego varia de 11%, entre as pessoas sem escolaridade, e 27%, entre as pessoas com ensino secundário, ou mais. Já a taxa de população entre os 15 e os 24 anos que não estava a estudar e estava desempregada, era de 36%.

Numa população de 28 milhões de pessoas, onde se projecta que, em 2050, os angolanos já serão 67 milhões, qual será o lugar da juventude?

É necessário atender a este desafio. Liderança e governação sólida são primordiais. O momento é agora, os próximos tempos podem determinar retrocesso, ou crescimento. Educação e emprego vão para além da associação causal, são necessidades para qualquer indivíduo disposto a intervir no futuro do País.

Diante dos obstáculos enfrentados pela juventude no mercado de trabalho, o sucesso para alcançar o emprego passa por acções a longo prazo, abrangendo políticas e programas. Por outro lado, tem-se levantado uma onda que tem vindo a fazer contribuições significativas em business e tecnologia. Inovação e start-ups contribuem para ascensão de jovens empreendedores. A título de exemplo, a Seedstars  World Summité um dos veículos onde empresas montadas por jovens mostram os seus projectos. Ao mesmo tempo, encontram possíveis clientes e potenciais investidores. E estabelecem uma rede de networking solidificada para o que possa vir no futuro.

O business intelligence é uma ferramenta ‘chave’ no mundo corporativo, a julgar pela forma como os jovens podem ser aproveitados para mudar o futuro já no presente, por meio da absorção da modernidade – percebida como educação, informação e tecnologia e alcançando as condições para competir melhor na economia e na sociedade modernas tão rápido quanto possível. E assim possam tomar espaço no lugar que a eles pertence, como disse uma vez o Papa João Paulo II: “Os jovens estão chamados a serem os protagonistas dos novos tempos.”

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