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Bússola

Legítima Expectativa

Por Nilza Rodrigues
Directora executiva da Media Rumo

O que se espera de quem. Que jogo é este entre presidente/cidadão, patrão/empregado, pai/filho em que se geram expectativas, de um lado e de outro, se constroem castelos, se delineiam probabilidades de que algo, de facto, vai acontecer. E que esse algo seja uma resposta aos nossos anseios. O que pode até vir a ser. E se assim for, o alinhamento é perfeito. Mas imagine-se que não. Que não há este encontro de ideias a meio caminho e que do contraditório não resulta nada de positivo. Acontece. Como se faz, então, a gestão das expectativas.

Há quem advogue que o melhor é manter as expectativas dentro dos limites da realidade. Em bom português, ter os pés bem assentes na terra. Será? Qual a magia de não calçar uns bons stilletos e sonhar, expectar, divagar? Um permanente diálogo pode evitar o andar em contramão, é certo, mas dentro de uma equipa é preciso muito mais do que tão somente cumprir regras e andar certinhos tal qual soldadinhos de chumbo. A liderança tem essa nuance. Aos líderes pede-se para gerir expectativas, de forma a tirar o melhor best offde cada membro da equipa. Para não criar desilusões. Desmotivação. o Vontade de sair da empresa e ser apanhado por um headhunterque corresponda, lá está, às expectativas que tem de si próprio.

Porque todos as temos. O ego versus desempenho. Igual a performance. Alta, média ou medíocre. Quem decide? Dave Ulrich, guru em Recursos Humanos, diz com assertividade: “Os líderes constroem as empresas não só para o presente, mas também para o futuro”. Diria, em sentido lacto, com business inteligence. Há, portanto, que olhar para lá do umbigo e construir equipas para um futuro mais sustentável e sustentado. E já que falamos de expectativas. Entramos num novo ciclo.

Político, económico e social. Um novo presidente a quem se depositam grandes expectativas para catapultar o País para outros níveis. Uma renovada equipa com outros objectivos, missões específicas e ordem para executar. Aposta-se num elenco eleito democraticamente. E agora? Agora não basta cruzar os braços à espera que se concretizem as expectativas de uns e outros quando o caminho tem de ser feito de permanente diálogo e proactividade. Vamos lá gerir essas expectativas com legitimidade, mas também com business inteligence.

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