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A multimilionária mais rica de silicon valley

Mais do que ser a viúva de Jobs, laurene Powell Jobsé uma business womancom expertiseem gestão comercial que vem cimentando a sua presença não só no mundo dos negócios como também na filantropia .

Por Cláudia Simões

O seu sobrenome é sinónimo de Apple. Laurene Powell Jobs casou-se com o visionário Steve Jobs em 1991 e foi sua companheira até ao dia da sua morte.

A viúva de Jobs, conhecida pela discrição e por dar poucas entrevistas, viu o seu nome estampado nos cabeçalhos das principais notícias em Outubro, pois resolveu aventurar-se no mundo desportivo, território dominado por homens.

A multimilionária mais rica de Silicon Valley está a negociar a compra de uma equipa de basquetebol, de uma de hóquei e de um estádio.

Especificamente, trata-se da compra de 20% da Monumental Sports & Entertainment, um conglomerado que é dono do Wizards, a equipa Capitals, que integra a liga de hóquei no gelo NHL, e do centro de eventos Capital One Arena.

A compra aguarda aprovação da NBA e da NHL, e caso seja dado o “sinal verde” Laurene Powell poderá tornar-se a segunda maior accionista da holding. Um negócio desses presume-se à partida que vale milhões. Mas a fortuna de Laurene, avaliada em 20 mil milhões de dólares, faz dela a quinta mulher mais rica do mundo, segundo a Forbesnorte-americana.

A viúva herdou uma significativa participação na Apple e na Disney após a morte de Jobs, em 2011, que está a ser administrada por ela própria até hoje. Embora Jobs fosse famoso pelo seu trabalho na Apple, a maioria da sua riqueza veio da sua participação na Walt Disney, que recebeu depois de vender o seu estúdio de animação, a Pixar, para a empresa, em 2006, por 7,4 mil milhões de dólares. Antes de conhecer Jobs, Laurene já era uma mulher de objectivos e com projectos em mãos.

Licenciada em Economia e Ciências Políticas e com um mestrado em Administração e Negócios pela Universidade Stanford, na Califórnia, fundou, no início dos anos 90, uma empresa que desenvolvia produtos naturais, a Terravera. Logo depois criou a organização não governamental College Track, para promover a formação educacional de alunos carenciados. A magnata continuou a investir no sector da educação ao fundar, no ano 2000, o Emerson Collective, uma organização, presidida por si, que usa o empreendedorismo para promover a reforma social e mais uma vez ajudar estudantes em dificuldades.

Embora a empresária tenha chegado a trabalhar para os bancos Merrill Lynch Wealth Management e Goldman Sachs, depois aliou o seu expertiseem gestão comercial aos seus projectos de filantropia para implementação dos seus negócios.
A título de exemplo, em 2015 doou 50 milhões de dólares ao XQ: The Super School Project, uma competição nacional para reconstruir o currículo do ensino médio. Ainda este ano, no passado mês de Julho, comprou uma participação maioritária na revista The Atlantice no respectivo site, por um preço não divulgado.

Apesar de ser uma das mulheres mais ricas dos Estados Unidos, sempre manteve um low profile, embora continue com o seu trabalho de filantropia.

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