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Luanda, crónicas de Sandra Poulson

A nova obra da autora angolana foi lançada na UCCLA, deixando transparecer a sua visão do mundo.

Sandra Poulson lança Luanda, Avenida dos Combatentes, um conjunto de crónicas onde, de uma forma original, a oralidade ganha protagonismo.

A autora, com efeito, a primeira angolana a editar uma obra individual com o Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD), criou um laço integrador entre o homem e o seu meio, e assim nasceu uma obra cheia de histórias.

Delmar Maia Gonçalves, presidente do CEMD, reflecte sobre o livro: “Por vezes identificamos silêncios nestas crónicas que respiram Angola e a angolanidade, mas de um silêncio que grita, que alerta, que apela, que ensina, que instrui, que planta, que corta, que abraça, que abarca, que congrega, que desafia, que interpela, que revolve, que fermenta, que entranha, que canta, e colherá os seus frutos, proporcionando a impossibilidade da indiferença.” E a este propósito cita Kahlil Gibran: “Na verdade, falamos apenas para nós mesmos; contudo, falamos por vezes suficientemente alto para que os outros nos consigam ouvir.”

O também escritor refere-se à obra de Sandra Poulson dizendo que “ possui, assim, uma finalidade profundamente utilitária e quase sempre predeterminada a agradar os leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando-se assim, no decurso dos dias, das semanas ou dos meses, uma grande familiaridade e cumplicidade íntima entre o escritor/cronista e todos aqueles que o lêem. A cronista com alma de poeta demonstra aqui toda a sua capacidade para nos elucidar sobre a sua visão do mundo e a sua concepção da vida, que são largamente congregadoras, e um enorme contributo para a reflexão da sociedade e a sua harmonização”.

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