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Carlsberg usa sensores para desenvolver novas cervejas

Com os sensores, o tempo de desenvolvimento de uma cerveja pode ser reduzido em 30%

Dinheiro Vivo

A Carlsberg está a mudar a forma como desenvolve novos produtos. A empresa dinamarquesa está a utilizar sensores e inteligência artificial para detectar  aromas e sabores nas cervejas de forma mais rápida.

O “projecto de impressão digital da cerveja” implica um investimento de 28 milhões de coroas dinamarquesas (3,7 milhões de euros) em parceria com a Microsoft e duas universidades locais. “Será um projecto extremamente benéfico para nós. Vai reduzir o tempo e o custo de desenvolvimento de novas cervejas, especialmente para novos produtos e sabores”, assinala Jorchen Förster, responsável da área de fermentação do laboratório de pesquisa da Carlsberg em declarações ao Financial Times.

Este projecto da Carlsberg começou há um ano, quando Jorchen Förster ficou cada vez mais frustrado com a ausência de testes instantâneos para avaliar diferentes sabores e aromas. Num evento para testar sabores, em parceria com a universidade de Aarhus, a Carlsberg desenvolveu sensores para testar quatro cervejas diferentes.

Com os sensores, o tempo de desenvolvimento de uma cerveja pode ser reduzido em 30% – actualmente demora entre oito e 24 meses – porque é possível verificar se as novas variedades de fermento são capazes de crescer e produzir álcool, antes de determinar se eles têm o aroma e o sabor certos.

Actualmente, o desenvolvimento de novos sabores depende muito dos humanos: um “processo entediante”, segundo o responsável do laboratório da Carlsberg. Expansão para outras áreas A investigação da Carlsberg pode, entretanto, estender-se a outras áreas. A partir de Janeiro, a empresa vai iniciar um processo de pesquisa de três anos para desenvolver um produto economicamente viável.

Além de ajudar a desenvolver novas cervejas, os sensores podem servir para dar respostas rápidas sobre a presença de poluentes no solo, no ar e na água.

“Se funcionar nas cervejas, o nosso projecto também pode funcionar na área da alimentação, ambiente e farmacêutica”, espera Jorchen Förster. Além do apoio tecnológica da Microsoft e das universidades, o projecto da Carlsberg conta com um apoio de 18 milhões de coroas do fundo de inovação da Dinamarca.

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