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José Carlos dos Santos: “Estamos a colocar o empreendedorismo em evidência”

A primeira vez que foi realizada a Semana Global do Empreendedorismo teve uma missão de desbravamento: convencer e abrir as mentes às pessoas sobre a iniciativa. Agora, explora as possibilidades para elevar o empreendedorismo a outros patamares, tanto a nível nacional e internacional.

Por André Samuel Fotos Njoi Fontes

Que resumo faz da primeira edição da Semana Global do Empreendedorismo, realizada em 2016?

A realização da Semana Global do Empreendedorismo foi um desafio colectivo, ou seja, não foi iniciativa de uma única pessoa, pois teve que existir uma equipa coesa. Isto porque houve a necessidade de divulgar pela primeira vez a Semana Global do Empreendedorismo em Angola, visto que era desconhecida enquanto projecto e marca.Tivemos necessidade de convencer 80 oradores, que foi quantos estiveram presentes na primeira edição, sendo que, destes, 17 vieram de sete países de três continentes distintos.

Fundamentalmente, tivemos o apoio da Universidade Católica, pois o seu reitor fez uma aposta clara em nós, na medida em que explicámos o conceito, explicámos a importância que a semana teria para o empreendedorismo em si e o marco que a Universidade poderia alcançar ao abrigar um evento da dimensão que foi a primeira Semana Global do Empreendedorismo, e aconteceu que ele Foi um marco, porque o empreendedorismo não era retratado como tal em governações passadas nem no mundo inteiro. Se repararmos, há uma grande atenção a este tema e não é por acaso que o Websummit em Portugal, que arrasta milhares de pessoas, acontece em Novembro – a motivação está centrada nesta época do ano. Não é em vão que a primeira e a mais popular medida que o Presidente francês Emmanuel Macron tomou, e com maior impacto, foi criar um fundo de 10 mil milhões de dólares para apoiar start-ups. Criou um dos maiores espaços colaborativos de coworkingcom a transformação de um hangar de uma estação ferroviária antiga em França, que agora tem mais de quatro mil metros quadrados de incubadoras de inovação. aceitou o desafio.

A Embaixada dos Estados Unidos acompanhou–nos nesta jornada, afirmando que a Semana Global do Empreendedorismo nos Estados Unidos é algo transversal, tanto mais que o Presidente Obama, antes de sair, decretou o mês de Novembro como o mês do empreendedorismo e fixou o dia do empreendedor na América.

Mas que impacto teve esta iniciativa a nível mundial?

Foi um marco, porque o empreendedorismo não era retratado como tal em governações passadas nem no mundo inteiro. Se repararmos, há uma grande atenção a este tema e não é por acaso que o Websummit em Portugal, que arrasta milhares de pessoas, acontece em Novembro – a motivação está centrada nesta época do ano. Não é em vão que a primeira e a mais popular medida que o Presidente francês Emmanuel Macron tomou, e com maior impacto, foi criar um fundo de 10 mil milhões de dólares para apoiar start-ups. Criou um dos maiores espaços colaborativos de coworking com a transformação de um hangar de uma estação ferroviária antiga em França, que agora tem mais de quatro mil metros quadrados de incubadoras de inovação.

Por cá, quais foram os ganhos da primeira Semana Global do Empreendedorismo?

Convencer as pessoas da importância da Semana Global do Empreendedorismo foi o primeiro ganho em Angola. O segundo foi a identificação de actores importantes no nosso ecossistema, porque esses actores não estavam conectados. Nós conseguimos ligar o nosso Governo a empreendedores, conseguimos ligar esses mesmos empreendedores a professores universitários, a programas de doutoramento e de mestrado que foram lançados em Janeiro, depois desta semana. Algumas incubadoras e grande parte das iniciativas de realização de eventos começaram em 2016, e começámos a ter toda uma capacidade de inércia à volta do tema para nos estruturarmos de forma diferente. Conseguimos, logo na primeira edição, ser nomeados para o prémio de primeira edição com melhor preparação no mundo inteiro, a competir com 25 países. Portanto, é por aqui que vemos a dimensão do evento que fizemos, onde participaram cerca de cinco mil pessoas, e também fizemos eventos comunitários onde participaram perto de mil jovens.

Tivemos como oradores figuras que hoje estão dentro da estrutura governativa, e toda a temática de aceleradoras, crowdfunding, incubadoras e espaços de coworking nós trouxemos ao debate.

Hoje, estando numa posição de decisão favorável, podem perceber que o tema do empreendedorismo não deve ser tratado apenas como uma questão política. Há que ir ao fundo e copiar modelos que estejam a funcionar no mundo inteiro, e penso que este será o caminho, porque a visão em Angola começa a mudra.
Em termos de negócios, quais foram os ganhos?

Houve pessoas que se juntaram e criaram empresas durante esta semana, houve pessoas que não colaboravam e que passaram a colaborar, houve empresas que passaram a desafiar-se mais depois de terem passado por este palco. Um exemplo específico de quanto ganhou foi a participação de alguns CEO de grande importância para o nosso empresariado, que, após relatarem a sua experiência, perderam tempo a conversar com os jovens e decidiram apoiar iniciativas de criação de start-ups. Esta Semana do Empreendedorismo propiciou o networking para estes jovens.

Quanto à edição deste ano, que ganhos acha que foram incrementados?

Na segunda edição não houve convidados estrangeiros, pois fizemos o streaming e tivemos várias pessoas de fora a acompanhar o evento. Em termos de impacto, da primeira para a segunda edição, posso dizer que da primeira vez que aconteceu em Angola nós não tivemos muito tempo para a implementar, mas já em 2017 tivemos o ano inteiro para trabalhar sobre a causa do empreendedorismo, no sentido que nós trouxemos mais eventos para Angola, trouxemos mais pessoas, mais ideias, e estamos a chegar a um estádio onde começa a haver maior atenção e visibilidade, não apenas de Angola, mas de outros países, que começam a olhar para Angola como o futuro regional.

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