Connect
To Top

“BNI quer ser o grande banco das empresas em Angola”

Aos 36 anos, Sandro Africano assumiu o posto de Presidente da Comissão Executiva do banco. Para o gestor “é fundamental sermos o banco líder em termos de qualidade e oferta nos serviços prestados”, por isso revelou dois pontos fulcrais para concretização desta meta: banca digital e apoio ao empresariado.

Por Cláudia Simões | Fotografia Njoi Fontes 

Aos 36 anos, Sandro Africano assumiu o posto de Presidente da Comissão Executiva do banco. Para o gestor “é fundamental sermos o banco líder em termos de qualidade e oferta nos serviços prestados”, por isso revelou dois pontos fulcrais para concretização desta meta: banca digital e apoio ao empresariado.

Relativo a primeira medida, sublinha que a aposta do BNI no digital é uma proposta para inovação. Caso em questão, foi o lançamento do projecto BNIX, a plataforma de mobile payment. Enquanto que na segunda medida, alude na concessão de crédito “o risco está presente em qualquer actividade”. Contudo explica que forma de contornar esta possibilidade, passa por preparar os projectos de investimento sólidos, estruturando soluções adequadas ao nosso contexto e acompanhando os
clientes em todas as fases de desenvolvimento dos seus negócios”.

Indagado sobre o plano do banco para os próximos tempos, Sandro Africano responde: “lançar as bases de um futuro económico mais próspero para todos”.

Quais são os resultados (preliminares ou definitivos) do banco de 2017 em relação aos de 2016 segundo os indicadores abaixo do último estudo da Deloitte “Banca em Análise 2016”?

Os activos do Banco BNI registaram um crescimento de 5%, em relação ao período homólogo, para valores absolutos de 272,7 mil milhões de Kwanzas. Recordamos que, relativamente a este indicador, o Banco era o 10º melhor entre os bancos do mercado em 2016.

A nível dos depósitos, registou-se este ano uma evolução de 4%, para 236,3 mil milhões Kwanzas, face ao mesmo período do ano anterior.

Quanto ao crédito, prosseguimos a estratégia de maior rigor na selecção dos projectos e parceiros, o que nos permitiu aumento de 2% para 94,9 mil milhões Kwanzas, em relação ao período homólogo.

Qual é o rácio de crédito vencido, registado até o último ano?

O rácio de crédito vencido está abaixo do valor da média do sector bancário, o que consideramos positivo.

Tal realidade é fruto da identificação e acompanhamento adequados dos projectos financiados, o que nos permite, de igual modo, que sejam, perfeitamente, geríveis dentro da nossa estrutura de balanço.

A banca de uma maneira geral parece conter o crescimento do crédito vencido. Que políticas concretas o banco está a adoptar para evitar que cresçam?

Estamos focados no apoio às empresas e aos projectos que contribuam para a diversificação da economia. A nossa visão é muito clara, estamos abertos a apoiar projectos sustentáveis e que acrescentem valor à sociedade e permitam, ainda, a diversificação da economia, ou seja, projectos associados aos sectores primários da economia e de infraestruturas.

Naturalmente, que isso pressupõe um reforço da nossa organização interna, nomeadamente, o foco das áreas relacionadas com o Risco, Análise e Recuperação de Crédito, bem como as que se dedicam à análise de projectos de investimento que podem ser financiados pelo Banco BNI. Em linha com as orientações do Conselho de Administração, estamos a implementar a revisão do workflow de concessão de crédito, um novo modelo de rating e de scoring, além de estreitamos a relação e acompanhamento dos nossos clientes na perspectiva de garantir que os mesmos não atinjam o estágio de incumprimento.

Entendemos que para continuarmos a apoiar as empresas temos de ser mais rigorosos no cumprimento dos procedimentos internos, mas também temos de apostar no fortalecimento dos procedimentos de acompanhamento e recuperação de crédito, tendo como foco uma actuação antecipada e proactiva sobre as operações com indícios.

O mercado bancário registou no último ano um rácio de rentabilidade crescente acima dos 20%, mas só é mais expressivo nos cinco maiores bancos. Os bancos de segunda linha dependem de que factores para que alcancem tal rentabilidade?

Para nós é fundamental sermos o banco líder em termos de qualidade e oferta nos serviços prestados e risco, fazem a ponte entre poupança e investimento, financiam projectos e promovem a rentabilização dos recursos disponíveis. Se tivermos como referência o número de bancos a operar em países de dimensão e características semelhantes a Angola, facilmente concluímos que estamos acima da média. É por isso natural que, por força do mercado, por razões de escala e de eficiência, de capital e de compliance das próprias instituições, o sector financeiro assista a um movimento de consolidação. O modelo de fusões e aquisições é um caminho possível, conquanto haja racionalidade económica, capitais disponíveis e vantagens e sinergias a alcançar por essa via.

Em relação ao BNI, que balanço faz do desempenho do banco no último quinquénio?

O BNI é uma história de sucesso. Comemoramos o nosso 11º aniversário e temos os olhos postos no futuro.

Sou um banco inovador, ligado às novas tecnologias, e temos uma forte credibilidade internacional relativamente à nossa competência e forma de trabalhar. Em Angola estamos no top10 em recursos de clientes e concessão de crédito. O Banco BNI liderou parte do financiamento em moeda nacional do projecto Laúca. Participou também no sindicato que financiou a aquisição das novas aeronaves das TAAG. Portanto, temos dado provas da solidez financeira e capacidade técnica, algo que é reconhecido nos mercados internacionais. O Banco BNI é o único banco em Angola que tem acordos directos com a Visa e a Mastercard para produzir e processar cartões destas bandeiras em Angola. Também somos parceiros do Internacional Finance Corporation (IFC), instituição ligada ao Banco Mundial, sendo, por isso, capazes de proporcionar aos nossos clientes linhas de crédito e contrapartes internacionais. Também na área financeira lançámos a Aliança Seguros. É um projecto da marca BNI, focado no cliente, na qualidade do atendimento e no trabalho em equipa. Prosseguimos uma estratégia de crescimento sustentado e sólido.

You must be logged in to post a comment Login