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Fábricas de cimento com dificuldades na aquisição de combustível

As cimenteiras continuam a enfrentar problemas no fornecimento do combustível, depois das garantias de que a situação estaria resolvida.

As indústrias de cimento do país continuam a ter dificuldades na compra do combustível Heavy Fuel Oil (HFO), revelou o representante da Associação da Indústria Cimenteira de Angola (AICA), Manuel Pacavira Júnior, durante a auscultação aos industriais nacionais sobre o Programa de Dinamização das Exportações e Substituição da Importações (Prodesi).

“A CIF e Fábrica de Cimento do Kwanza Sul (FCKS) continuam com problemas de combustíveis, o que quer dizer que tudo que ouvimos sobre as soluções encontradas para resolver o problema ainda não se concretizado. A FCKS também tem problemas com a falta de energia eléctrica e não está a trabalhar por falta de condições, o que pode comprometer o stock do produto no país”, alerta Manuel Pacavira.

Em Novembro, do ano passado, as cimenteiras receberam garantias por parte da direcção da Refinaria de Luanda do fornecimento do combustível HFO às fábricas de cimento, sem necessidade de passarem pela Cimangola, porém a situação persiste.

Apanhada em contramão, a Ministra da Industria, Bernarda Martins, reconheceu que “existem dificuldades”, mas vão “provocar uma reunião” no sentido de se resolver o problema.

O país produz oito milhões de toneladas de cimento e seis milhões de toneladas de clínquer. No ano passado, o país absorveu apenas dois milhões e 600 toneladas. Fazem ainda parte da indústria cimenteira do país as fábricas Secil Lobito, Cimenfort (Benguela), a CIF (Luanda) e a Fábrica de Cimento do Kwanza Sul, estando as duas últimas encerradas, devido à falta do HFO.

 

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