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Dívida pública do país “não é preocupante” – FMI

O FMI afirmou recentemente em Luanda, que a dívida pública estimada em mais de 60% do PIB, é inconfortável, mas “não é preocupante”, tendo em conta as medidas fiscais adoptadas pelo Governo para o seu pagamento.

A afirmação foi do representante do Fundo Monetário Internacional (FMI), Ricardo Velloso, que considerou a dívida pública mais alta em relação aos anos anteriores, daí a necessidade de uma política fiscal prudente e contínuo para a sua redução, disse.

Essa preocupação surge um dia depois do Conselho de Ministros ter apreciado a proposta de Lei do Investimento Privado, que estabelece os princípios e as bases para facilitar, promover e acelerar a aplicação de capitais no país.

De acordo com o representante, além da troca do regime cambial, a melhoria do ambiente de negócios constitui um dos factores importante para impulsionar a próxima fase de crescimento económico do país, com o suporte do desenvolvimento do sector privado.

A proposta de Lei do Investimento Privado visa facilitar a aplicação de capital por investidores internos e externos, bem como o regime de acesso aos benefícios e outras facilidades a conceder pelo Estado a este tipo de investimento.

Durante duas semanas de trabalho, a delegação do FMI vai interagir com as autoridades governamentais e o sector privado, para colher dados da situação económica e financeira do país, visando projectar a evolução macroeconómica no médio prazo.

No final Da reunião entre a equipa económica do Governo e a delegação do FMI, o responsável reconheceu igualmente o esforço feito pelo Estado na elaboração do Orçamento Geral do Estado 2018, que alocou grande parte das despesas para o pagamento do serviço da dívida pública.

De recordar que a última visita da missão do FMI a Angola, realizada de 06 a 15 de Novembro de 2017, no âmbito da preparação da Missão de Vigilância ao Abrigo do Artigo IV e fez o acompanhamento intercalar da evolução da situação económica do País e actualizou as projecções macroeconómicas.

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