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A consagração de Guilhermo del Toro

“A Forma da Água” arrecadou quatro estatuetas, incluindo melhor filme e melhor realizador, numa cerimónia que premiou ainda Gary Oldman, Frances McDormand e o afro-americano Jordan Peele, na foto.

Forma da Água, de Guillermo del Toro, foi o grande vencedor da noite dos Óscares. O filme do cineasta mexicano partiu como favorito aos prémios da Academia de Hollywood, com um total de 13 nomeações, e venceu em quatro, incluindo as categorias mais importantes de melhor filme e melhor realizador, numa cerimónia morna que acabou por ser menos política do que se esperava.

“O melhor que a arte faz, e que a nossa indústria faz, é apagar as linhas na areia”, disse Del Toro, aludindo à política de imigração da administração de Donald Trump, em particular em relação ao México.

O assédio sexual em Hollywood, que marcou o último ano, não passou naturalmente ao lado da cerimónia no Dolby Theater, em Los Angeles. “O que aconteceu com o Harvey Weinstein e o que está a acontecer por todo o lado era há muito devido. Não podemos continuar a deixar passar o mau comportamento. O mundo está a olhar para nós, precisamos de ser um exemplo”, disse o anfitrião da cerimónia, Jimmy Kimmel, no seu monólogo de abertura. Três Cartazes à Beira da Estrada, um dos principais favoritos ao Óscar de melhor filme, arrecadou apenas dois dos sete para os quais estava nomeado, ambos premiando a interpretação: a de Frances McDormand, como melhor actriz principal, e de Sam Rockwell, como melhor actor secundário. Três actores veteranos ganharam o seu primeiro Óscar. Sem surpresas, Gary Oldman foi distinguido com o Óscar de melhor actor, pela interpretação de Winston Churchill em A Hora Mais Negra, que também já lhe tinha garantido o Globo de Ouro e a vitória nos prémios BAFTA, da academia britânica de cinema e televisão, entre outras distinções. A Hora Mais Negravenceu igualmente o Óscar para melhor caracterização.

Allison Janney (Eu, Tonya) foi a escolhida como a melhor actriz secundária, e Sam Rockwell (Três Cartazes à Beira da Estrada) arrecadou o galardão para melhor actor secundário. Dunkirk, de Christopher Nolan, arrasou os prémios técnicos e levou para casa três das principais estatuetas nesta área: melhor montagem, melhor montagem de som e melhor mistura de som. Foge(Get Out), do afro-americano Jordan Peel e, o primeiro negro em 90 anos nomeado para três Óscares com o mesmo filme – melhor filme, realização e argumento original – arrecadou o Óscar para melhor argumento original. “Isto significa muito para mim”, disse Jordan Peele no seu discurso de agradecimento, admitindo que parou de escrever o argumento mais de 20 vezes, por achar que “não resultaria”, mostrando-se grato pela oportunidade de “erguer a sua voz”.

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